19.11.08

aguenta!!!

atendendo a pedidos!
mais dos gogos de porto alegre!
dança!!!
vira! vira!!!
olha o flagra
vai vai vai!

tira tira tira!!!
TIRA!!!
uhuuuu!!!
vai vai vai!!!
hm...
faz cara de malvado!
mostra mostra mostra TUDO!!!
staring alive, baby!
os gogos acima foram fotografados nas casas refúgius e cine theatro!



18.11.08

final de semana em porto alegre!

não é de hoje que as cidades grandes atraem a bicharada! a sensação de civilização e o ambiente cosmopolita acabam aplacando (aparentemente) o preconceito! aqui no sul, a cidade de porto alegre, capital do estado do rio grande do sul, é a detentora desses atributos. passei um final de semana bem legal, cheio de baladas e como brinde a 12ª parada livre de porto alegre. organizada pelo grupo nuances e com a participação de todas as outras ongs da capital. um fervo!
a parada livre iniciou na redenção com a presença de muita gente bonita e descolada! um palco foi armado para a perfomace de artístas e fala das ongs!
a caminhada iniciou por volta das 17hs com as meninas na frente!
II marcha lésbica de porto alegre, tchê! 

luciana genro mostrou o corpo! com tímidos abanadinhas para o público!
o carro de som da refúgius, pena que com um som que dava tilt vez que outra!
a saúde dos meninos animava a galera!
muita liberdade!
e apoio da comunidade punk! isso aí meninos! morte ao estado!
a galera assistia tudo sem piscar!
mais carros e mais música!
tudo terminou no palco novamente
ai ai!!! foi um dia e tanto!!!
no fim, retornamos a provinciana pelotas...

mais fotos aqui!

2.11.08

as cores da cidade

foi um final de semana badalado! a cidade está cheia de atrações diversas!
destaque para a XXXVI feira do livro de pelotas, cá entre nós um reduto gay em pleno coração da cidade! entre os livros e os café rola até uma paquera!
mas o forte mesmo foi o já muito conhecido odeon! na pista 2 (a única que funciona de verdade) o som fica com o dj biggs. muita gente e muitas meninas moderninhas encheram a casa até sair pelo ladrão! por falar em ladrão, aviso que a casa atualizou a sua tabela em meio a crise do dólar! as bunitas terão que desembolsar R$15 para fazer aquela pose que só lá se faz bem feito! 
o fim da noite foi no quadrado, assistindo o nascer do sol (que não apareceu) e depois do café no aquarios, direto pra cama! ufa!
no domingo o laranjal estava bombando! fechei o findi com mais uma dose de feira do livro e jantinha no habbi's. ;)

26.10.08

garoto calabouço 2008

Desde 1994, a boate Kalabouço anima a noite LGBT de Pelotas e região! Ontem a noite não foi diferente! A galera se jogou na pista da casa, reaberta esse ano com novo som e luz.
Foi a edição 2008 do concurso Garoto Kalabouço. A apresentação da festa e o show de abertura foi de Rafaela Scagyoni...





Enquanto isso nos camarins, o clima era de descontração...









Depois foi a hora dos meninos subirem no palco...











Os jurados acompanhando tudo de pertinho!





Enfim, os três finalistas:

E o vencedor da noite: Michel!!!



O menino ficou emocionado com o resultado! Quis falar e soltou o verbo quando disse: Somos cada um de um jeito! Precisamos nos respeitar do jeito que somos!
A festa seguiu até o amanhecer!!!

20.10.08

pensamento pequeno

estava eu a porta do trabalho, e ouvi os porteiros conversando: - em todo o lugar onde existe muita gente vai ter puta, ladrão marginal e viado! - aff! por quê? por que eu preciso ouvir isso?!
eu acredito na educação. acredito que pensamentos pequenos como esse do infeliz porteiro são expressões comuns formuladas e repetidas sem conteúdo aprofundado, racionalizado ou refletido. mas nessas horas! eu fico puto!!! não há coisa que mais me fira do que a ignorância alheia.  me dirigi a porta, e o porteiro teve que abri-la! fiquei pensando na ironia da coisa toda. depois daquela sentença, ele abre a porta pra bixinha, no caso eu! odeio pensamento pequeno! 

13.10.08

ainda vivo!

então, durante um curto período esse blog esteve entregue ao grupo também. No entanto, por razões de domínio, o blog passa a ser meu novemente. em breve postarei novidades aqui! 
beijos!

22.9.08

paz e homossexualidade

estranho falar de paz! o movimento guei é cercado de lutas e enfrentamentos, de buscas, afirmações, imposições, conflitos, mágoas, superações, enfim, sinônimos de uma verdadeira guerra! ao pensar sobre esse tema, surge-me a imagem da origem do movimento guei moderno, precisamente em 28 de junho de 1969, há apenas uma semana depois da chegada do homem a lua; uma rebelião nas ruas de nova iorque contra a constante repressão policial sobre o bar stonewall e seus freqüentadores, lésbicas, gueis, travestis, estudantes, latinos e populares. surge-me a imagem de madame satã, personagem da noite na lapa do rio de janeiro na década de 1920; preso, humilhado, transvestido, transviado, delinqüente. penso em alfredinho de pelotas, bixa e louco da bicicleta colorida, que percorria as madrugadas geladas de nossa cidade, tocando suas buzinas; assassinado a punhaladas na praça coronel pedro osório, na década de 1970, sem nunca se esclarecer o crime. entre tantos outros e outras vítimas do preconceito, da homofobia, do descaso das autoridades ou da sociedade. penso nas centenas de homossexuais vítimas do ódio que tombaram frente a uma bala, a uma surra, a tortura e a humilhação...
enfim, falar de paz e homossexualidade é difícil. difícil, mas necessário! somos uma minoria social, um grupo de pessoas que detém entre si a constrangedora característica de afeto por pessoas do mesmo sexo. constrangedora, por que é um afeto que incomoda, que intriga, que gera repúdio e violência. é o amor que gera ódio, a carícia que ofende, o beijo que enoja. ainda assim, não somos todos um. somos muitos, e em muitas condições, situações, posições sociais. não podemos ser ingênuos ao ponto de achar que os gueis são um grupo coeso e unido, tão pouco os heterossexuais o são. 
entre nós existem muitas formas, que chamamos de expressões sexuais, infinitas práticas da hetero à homossexualidade. também não pensamos a mesma coisa, não vivemos todos a glamourização da mídia, a banalidade do senso comum, ou tão pouco a perversão moral dos costumes. mas em uma coisa somos um, somos um corpo castigado e faminto.
o brasil teve em 2007 um saldo oficial de 122 assassinatos por homofobia, um crime a cada três dias. sem contar, evidentemente, aos maus tratos e subjugações adversas de outros tipos de violência, que certamente chegam a casa dos milhares. nesse cenário, a paz parece um sonho distante, uma utopia quixotiana! quais são as soluções?
um das mais freqüentes soluções buscadas é o silêncio, um segredo velado da sexualidade enrustida. uma vida erguida de aparências, de prazeres escondidos e sentimentos sufocados. osilêncio que não fala para a família, que esconde o timbre da voz ou os trejeitos denunciadores! é uma negação do ser, do que está constituído, em busca de uma construção ideal, de um modelo social vigente que traga a paz, ainda que aparente, às pessoas. lembro-me da letra do rappa: Pois paz sem voz, não é paz, é medo! 
outra saída é o isolamento, que afasta dos outros, que encerra a pessoa na privação de sua casa, em guetos escolhidos com cuidado, nos lugares onde se pode e onde não se pode ser quem se é, os lugares heteros, os lugares gueis. quem nunca escutou a sentença ética: aqui não é lugar, nem hora para isso!?
o consolo espiritual é outra forma de busca de paz. tentando encontrar sentindo, direção, respostas para as perguntas que circulam a existência, tentativas de amaciar a dor de existir. muitas vezes negado veementemente pelas mais diversas religiões, poucas vezes acolhido sem trauma, com plena aceitação, sem respostas cármicas, pecados mortais ou sentenças reencarnáticas.
por fim, a busca da paz, desse corpo, como já dito: ferido e faminto, pode levar a destruição, a autodestruição, ao confronto moral, a decadência social, a morte e a violência.
qual é a paz que desejamos?!
queremos o direito a indiferença! nada tão complexo ou distante da vida que todos planejam para sim. queremos roda de chimarrão com amigos, cinema com pipoca, passeio de mãos dadas e jantares com afagos. queremos pode expressar, dizer, mostrar, ver, sentir, beijar, tocar, abraçar e viver nossa afetividade, sem que para isso seja necessário o aparato legal do estado e sem a prontidão de ser repreendido. 
queremos o direito a liberdade! queremos o amparo legal do estado: casar, divorciar, adotar, herdar e deixar em herança, queremos pagar as nossas contas juntos, planejar um empréstimo, calcular o imposto em família. queremos um estado laico, o fim dos “simpatizantes”! queremos ser uma família, ou sermos algo melhor! queremos ter o direito a utilizarmos nosso corpo como o desejarmos! queremos denunciar a hipocrisia, o preconceito, a injustiça e o descaso... tudo o que queremos envolve ainda muitas lutas! mas entendemos que nenhuma dessas conquistas é verdadeira, diante de uma sociedade desigual. diante de um feroz sistema de produção que aliena e distancia o homem de sua essência. entendemos que somos mártires de um mundo que também participamos como carrascos. entendemos que somos nós também agentes de hipocrisia e de preconceito, de exclusão e de violência. não queremos que nos tomem o quinhão de nossa culpa, de nossa falha na condução de uma sociedade mais pacífica, tão pouco de jogar para outros as responsabilidades de ser humano. entendemos por fim, que a humanidade é diversa, múltipla, calendoscópica! estamos castigados e famintos! queremos paz! 

discurso do grupo também no fórum da paz em pelotas.