17.4.08

noturno

dirigido por thiago carlan y martín deus

música de manuel santos

7.4.08

som social

a festa das ciências sociais - viva o contrato social - aconteceu nesta sexta na aabb! e estava fantástica! no salão lateral, sem luzes, sem produção, a galera danço pra valer o som do dj cassiano, que se consagra cada dia mais, assim como seu aliado dj danilo (cativo do mafuá das artes). cassiano jogou muita batida brasileira e clássicas internacionais pra todos dançarem e cantarem. foi um repertório eclético, cheio de nostalgia e idealismo. há anos eu não dançava música urbana da legião!
outras clássicas, mas igualmente empolgantes foram mariposa techicolor do fito paez (que tocou duas vezes) e chico science (já um clássico entre os universitários contraculturais).
a cerveja barata e o clima de liberação fizeram da festa um lugar extremamente permissivo e alegre, quase libertário! muitas sapas e bibas se jogando como se nada fosse! de fato foi uma celebração que chegou vigorosa à manhã de sábado. gente interessante, papo muito legal e o diferencial de ser uma balada sem brigas, sem os escrotos de sempre, sem o falso adular do cenário construído para mostrar gente que só quer se mostrar.
parabéns às ciências sociais pela excelente balada! já fica o gostinho de quero marks...

2.4.08

friendly partys

essa sexta-feira vão chupar o pau da barraca! vai acontecer duas festas extremamente friendlys. uma é a festa promovida pela galera das ciências sociais, na aabb, com cerva barata e som eclético, escurinha, bem divertida! a outra é a tradicional mafuá das artes, com o dj danilo e o seu som racional. uma opção válida para paqueras mais cabeças, para dançau muito e beber a vontade em um ambiente abertamente friendly!
viva o contrato social
local: aabb
sexta-feira 04/04
à partir das 23:59h
valor: r$ 3,00
a breja vai estar em r$ 2,50
mafuá das artes - carne dos deuses
sexta-feira 04/04
pós 23:59
dj danilo
tamandaré, 52
até as 2h estudante paga r$3,00
diversão garantida!

22.3.08

feromônios

de alguns anos para cá tenho notado uma dificuldade extrema em atrair gente. sempre fui um cara do tipo pop. daqueles que estão sempre cheios de amigos e amores, de casos e cachos. mas depois dos 25 anos, até hoje, quando tenho 29, parece-me que gradualmente fui perdendo a capacidade de excretar feromônios. não tenho melancolia por isso, apenas me surpreende a minha crescente inaptabilidade com os outros. hoje em dia é um esforço atrair a atenção de alguém, como não era outrora. pode ser a juventude, pode ser a aparência, pode ser o status quo! mas ainda me parece que são os feromônios...

21.3.08

viagem

as drogas! sem apologias!
as drogas, segundo foucault, são um alívio a exagerada racionalidade quotidiana! dizia ele que novas drogas deveriam ser inventadas, pelo estado, pelo poder público, a fim de tornar a vida dos cidadãos mais felizes. lembro-me da soma, droga do admirável mundo novo. uma parcela diária e felicidade garantida! temos muitas drogas: alucinóginas, entorpecentes, anfitamistas, relaxantes musculares, yoga, internet, comida, família aos domingos, religião, fofoca, cigarros e álcool. escolha a sua! e seja feliz...
eu mantenho-me lúcido, ao preço da não felicidade!

18.3.08

famílias

as famílias felizes parecem-se todas; as famílias infelizes são infelizes cada uma à sua maneira.
leon tolstoi
tem muito guei que sonha em ter família! aos moldes patriarcais! os esposos, os filhos, netos e bisnetos, o cachorro, a cerquinha branca diante do gramado. os jantares de sexta, os almoços de domingo! a casa da cidade e a casa da praia, aquela tv bem grande na sala, e os quartos, reservados e silenciosos... aff!
aceito que qualquer pessoa mantenha o desejo de reproduzir às famílias nucleares heterossexuais, mas não sigo por esta trilha. não farei de minha vida um simulacro de heterossexualismo, com seus tabus e crenças, seus dogmas e suas limitações. eu quero o novo!
casório
o estado reconhece o casamento heterossexual, alguns estados reconhecem o casamento homossexual. mas casamentos sempre foram e para sempre serão mecanísmos de controle.
os casados tem também, privilégios que o estado lhes reserva. se sou casado posso dividir bens, impostos, contas, dívidas, coisas, benefícios salariais e até adotar crianças com maior facilidade. aos solteiros, resta o desamparo do estado! quem mandou não casar?
aliás, este é o maior argumento dos movimentos homossexuais: casar para ter direitos iguais! se os gays vivem juntos, mas não casam, ficam fadados a desguarnição do estado, a mesma sorte dos solteiros. é claro que por um lado, dirão os defensores do matrimônio, é justo que dois quando se unem, que ganhem um aparo legal para crescer em patrimônio, para terem filhos e estimular, desta forma a perpetuação da espécie. dirão que o matrimônio é sagrado, e os mais exaltados dirão que sem matrimônio não haverá sociedade.
à mim, nada significa o casório, além de um ritual grotesco para a celebração de uma porção de falsidades, tais como: fidelidade, amor eterno, companheirismo até a morte, etc...
fico entristecido e bastante raivoso, portanto ao ver gueis seguindo este caminho. não aprenderam com seus pais?

3.3.08

orgulho

a palavra orgulho carrega uma ambiguidade. ela pode ser considerada um excesso ou uma premissa. se for um excesso, está ligada a idéia de soberba, megalomania, impaciência, intolerância, teimosia. se for uma premissa, está ligada a idéia de identidade, consagração, aprovação, exposição. fala-se muito em orgulho guei! a parada de são paulo adota a idéia de "dia do orgulho" e eu entendo que é um ato político, que a necessidade de celebração da expressão sexual de todos nós. mas tem algo nessa palavra, orgulho, que me deixa desconfortável. eu não sei se orgulho define com clareza o que penso a respeito da minha expressão sexual. não sei se é orgulho que sinto quando manifesto em público a minha vontade e o meu afeto. acho que liberdade caracteriza mais o que sinto. e como toda a liberdade, as vezes ela assusta! lembro que há dois anos atráz eu estava na parada de curitiba, que é bem organizada e com um conteúdo político bem bacana. lá, fiquei com um menino, que em meio aos beijos e abraços apresentou-me sua família! pai, mãe, irmão, cunhado, sobrinho e até a avó! wow! que choque!!! embora hoje eu perceba o quanto legal foi aquele momento, o quanto verdadeiro e bom é o fato d'ele ter uma família aberta, participativa, envolvida, eu confesso! fiquei absolutamente sem graça naquela situação! por isso eu digo que não importa o tempo, nós, gueis e adversos, precisamos constantemente estar abertos a um processo de aprendizado. porque ninguém nunca nos disse ou nos educou a sermos o que somos! somos desbravadores de nossas vidas, sem recados passados ou clichês de quotidiano.